04/08/2025

A Gnova Grains acaba de anunciar uma parceria estratégica com a VLI — companhia de soluções logísticas multimodal que integra ferrovias, portos e terminais — para o escoamento de grãos pelo centro-norte do Brasil. A partir da primeira semana de agosto de 2025, a empresa passará a operar pelo Terminal Integrador de Palmeirante (TIPA), no Tocantins, utilizando o Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS) como corredor logístico até o porto de São Luís, no Maranhão.

A nova operação, que reforça o plano de expansão da Gnova na região, é um passo importante para aumentar a capilaridade logística da empresa e oferecer mais eficiência, previsibilidade e competitividade aos seus clientes — especialmente produtores e revendas de grãos do centro-norte brasileiro.

“Essa conexão integra o Vale do Araguaia, no Mato Grosso, com o porto de São Luís. Estamos falando de aproximadamente dois mil quilômetros de distância, e essa parceria viabiliza um corredor logístico extremamente eficiente e estratégico para os nossos clientes”, destaca Ronan Giuliangelli, CEO da Gnova.

Centro-norte em expansão: uma aposta estratégica

Com vocação agrícola consolidada, o Vale do Araguaia e as regiões vizinhas vêm ganhando destaque no mapa da produção nacional de grãos, com áreas agricultáveis disponíveis sem necessidade de desmatamento, além de produtores tecnificados e crescente infraestrutura de apoio. A nova parceria com a VLI permite à Gnova ampliar sua atuação nesse território, oferecendo soluções logísticas completas — da originação ao destino final.

Ronan afirma que a  empresa já vem acompanhando atentamente o desenvolvimento do agronegócio na região e que, agora, dá um passo importante para explorar as oportunidades ali, com planos promissores para o futuro. 

“Sempre olhamos essa região com muito carinho. É uma área extremamente pujante, com uma capacidade absurda de crescimento de lavoura. Estamos sim planejando novos investimentos estratégicos a médio e longo prazo”, ressalta.

Com o acesso ao porto de São Luís, a empresa poderá otimizar o escoamento da safra destinada à exportação, principalmente de soja e milho, com impactos diretos no custo logístico, na agilidade das operações e na margem dos produtores e revendas atendidos.

VLI: tecnologia, integração e posição estratégica

A escolha pela VLI não foi por acaso. A companhia atua em mais de 10 mil km de ferrovias, opera portos como o de São Luís (MA) e Santos (SP) e mantém terminais multimodais com alto grau de automação. O TIPA, onde a Gnova passará a embarcar seus grãos, é considerado um dos terminais mais modernos do país.

“A estrutura da VLI é extremamente moderna, com grande capacidade de atendimento e um posicionamento geográfico estratégico. Isso faz toda a diferença para nós e nossos clientes”, ressalta o CEO da Gnova.

Com esse modelo, a Gnova aposta em maior volume embarcado em menos tempo, o que reduz gargalos, evita sobreposição de janelas logísticas e oferece mais previsibilidade em períodos críticos, como colheita e entressafra.

Complementariedade logística

Enquanto a nova parceria representa um grande avanço para a presença da Gnova no norte do país, a empresa também mantém seu relacionamento de longo prazo com a Rumo Logística, principal operadora ferroviária do sul do Brasil e parceira da Gnova para o escoamento de grãos pelos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul.

“As duas operações são totalmente complementares. Geograficamente, se encaixam perfeitamente em nosso mapa de originação. Essa pluralidade é o que fortalece nosso posicionamento como uma trading ágil e adaptável”, afirma Ronan.

Ferrovia: o presente e o futuro da logística agro no Brasil

Segundo estudo recente divulgado pela Fundação Dom Cabral (FDC), as ferrovias respondem atualmente por 27% do volume do transporte de cargas (em toneladas úteis) do País, e o setor agropecuário é um dos principais usuários dessa malha. A Ferrovia Norte-Sul, por sua vez, é considerada a espinha dorsal da integração logística no país, ligando regiões produtoras aos portos de exportação com ganhos ambientais e operacionais expressivos.

A Gnova acredita que o futuro da logística no agro passa, inevitavelmente, pelos trilhos.

“A ferrovia é vital para o agro brasileiro. Com os investimentos que estão sendo feitos, esperamos ver uma malha cada vez mais ampla, cobrindo regiões produtivas que ainda dependem exclusivamente do transporte rodoviário. Isso melhora a eficiência, reduz o impacto ambiental e aumenta a competitividade do país no mercado global”, defende o CEO da Gnova.

A operação com a VLI começará oficialmente na primeira semana de agosto, com expectativas promissoras tanto para o volume embarcado quanto para os desdobramentos estratégicos da parceria.

“Nossas expectativas são as melhores. Estamos prontos para executar essa operação com qualidade desde o primeiro embarque, e a intenção é que essa parceria seja duradoura. Queremos continuar crescendo juntos e oferecendo o melhor aos nossos parceiros comerciais”, finaliza Ronan.

Com presença consolidada nos principais corredores logísticos do país e parcerias de alto nível, a Gnova reforça, mais uma vez, seu compromisso com eficiência, inovação e soluções que movimentam o agro com inteligência.

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